Os miomas uterinos são tumores benignos muito influenciados por estrogênio e progesterona.
Por isso, muitas mulheres acreditam que, ao chegar à menopausa, esses tumores desaparecem, o que nem sempre é verdade.
Embora exista tendência de regressão, fatores como obesidade, terapia hormonal e características individuais podem manter sintomas ou até causar crescimento tardio. Continue a leitura e entenda!
ASSISTA: É possível tratar o mioma sem cirurgia?
Entendendo os miomas uterinos na menopausa
Os miomas uterinos são tumores benignos dependentes, em grande parte, dos hormônios estrogênio e progesterona.
Por isso existe a ideia (geralmente verdadeira) de que, com a queda hormonal típica da menopausa, os miomas tendem a reduzir de tamanho e a causar menos sintomas.
Ainda assim, miomas podem persistir, causar desconfortos no período pós-menopausa ou, em raros casos, crescer; especialmente quando há fatores como obesidade ou uso de terapia hormonal.
Com a chegada da menopausa a tendência é de regressão (redução do volume e de sintomas), mas não é automática nem universal.
Alguns miomas permanecem sintomáticos ou são descobertos tardiamente, inclusive por sangramento anormal pós-menopausa, que exige investigação.
A redução do estímulo estrogênico e progestagênico ovariano tende a provocar involução dos miomas, ou seja, redução do tamanho e diminuição do sangramento menstrual. Ainda assim:
- A terapia hormonal pós-menopausa (TRH) pode, em alguns casos, manter ou reativar sintomas relacionados a miomas, dependendo do tipo, via de administração e dose.
- Obesidade e fontes periféricas de estrogênio podem manter estímulo aos miomas em mulheres pós-menopáusicas.
Sintomas de miomas na menopausa
Na menopausa os sintomas clássicos de mioma (menorragia, anemia) podem diminuir, mas problemas que ainda aparecem incluem:
1. Sangramento uterino anormal pós-menopausa
Sempre deve ser investigado para descartar câncer.
2. Massa pélvica ou sensação de plenitude/pressão
Miomas volumosos persistentes podem causar pressão abdominal.
3. Dor pélvica
Menos comum que em mulheres mais jovens, mas ainda presente em casos de degeneração tumoral ou compressão.
4. Sintomas compressivos
Dependendo da posição e tamanho do mioma, podem surgir:
- Dificuldade urinária;
- Constipação;
- Sensação de peso pélvico.
Tratamentos para miomas uterinos na menopausa
A embolização de artérias uterinas é um procedimento minimamente invasivo que oclui o suprimento arterial dos miomas, promovendo sua fibrose e redução.
Comparada às cirurgias convencionais, as vantagens incluem:
1- Menor tempo de internação e recuperação mais rápida
A embolização é geralmente procedimento ambulatorial ou com curta internação; e o retorno às atividades costuma ser mais rápido do que após histerectomia.
2- Preservação do útero
Relevante para mulheres que, por preferência pessoal ou razões psicológicas, desejam manter o órgão mesmo sem intenção de engravidar.
3- Menor risco cirúrgico e lesões de órgãos adjacentes
Na embolização, há menor sangramento intraoperatório, menor risco de lesão de órgãos adjacentes) em comparação com histerectomia abdominal.
4- Alívio comprovado da dor e sintomas compressivos
Estudos mostram que tanto a embolização quanto as cirurgias proporcionam melhora significativa na qualidade de vida relacionada à saúde e alívio dos sintomas, mas a embolização segue sendo o método menos invasivo.
Leia também: Quando a embolização de mioma é indicada?
Quando a embolização é uma boa opção na menopausa?
A embolização pode ser especialmente vantajosa quando:
- Há comorbidades que elevam o risco cirúrgico (cardiopatias, obesidade, hipertensão);
- A paciente deseja evitar cirurgia maior;
- O mioma é a principal causa dos sintomas;
- Há sangramento pós-menopausa após excluir causas malignas.
Avaliação antes do tratamento
Antes de qualquer tratamento, especialmente conservador, é essencial descartar câncer endometrial em casos de sangramento pós-menopausa.
A avaliação conjunta entre ginecologia e radiologia intervencionista melhora a precisão diagnóstica e o planejamento terapêutico.
Considerações finais
A maioria dos miomas tende a regredir com a menopausa, porém nem sempre isso ocorre; fatores como obesidade e uso de TRH podem influenciar.
Sintomas persistentes (sangramento, dor, compressão) justificam avaliação completa e abordagem multidisciplinar.
A embolização é uma alternativa minimamente invasiva à histerectomia, com recuperação mais rápida e melhora comprovada da qualidade de vida.
A decisão deve ser individualizada com base no tamanho do mioma, sintomas, saúde geral e preferências da paciente. Saiba mais!
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Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
(11) 99769-7817
Rua Domingos de Morais, 2781 – 8º andar, sala 804 – Vila Mariana – São Paulo





