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Embolização da próstata: o que é e quando escolher no tratamento da hiperplasia da próstata

A Embolização da próstata tem ganhado cada vez mais destaque como alternativa minimamente invasiva para o tratamento dos sintomas urinários causados pela Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

A técnica vem sendo estudada há anos e atualmente é reconhecida como uma opção eficaz, segura e com excelente perfil de preservação da função sexual.

Este artigo detalha quando escolher a embolização, como ela funciona e para quem é mais indicada. Continue a leitura!

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O que é HPB (Hiperplasia Prostática Benigna)?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o aumento da próstata que ocorre com a idade. Esse aumento é frequente com o envelhecimento dos homens e não tem relação com câncer.

Esse crescimento pode comprimir a uretra (canal que leva a urina da bexiga para o meio externo) e causar sintomas do trato urinário inferior (conhecidos pela sigla SUI/LUTS) como jato urinário fraco, esforço para iniciar a micção, esvaziamento incompleto (resíduo pós-miccional), aumento da frequência urinária e acordar à noite para urinar (noctúria).

Em alguns casos ocorre retenção aguda de urina ou complicações como infecções urinárias e pedras na bexiga.

O que é a embolização da próstata (PAE)?

A Embolização da artéria prostática (PAE) é um procedimento endovascular realizado por um radiologista intervencionista.

Consiste em introduzir um cateter arterial (geralmente pela virilha), navegar até as artérias que irrigam a próstata e injetar micropartículas que reduzem o fluxo sanguíneo prostático.

A falta de sangue faz a próstata diminuir de volume e reduz os sintomas urinários.

A PAE é indicada para tratamento de pacientes sintomáticos que não responderam bem à medicação, que não desejam cirurgia ou que têm alto risco cirúrgico.

Vantagens da embolização da próstata em relação às cirurgias

A embolização oferece benefícios que tornam a técnica especialmente atraente para muitos homens:

  • Menor invasividade e sem necessidade de anestesia geral;
  • Menor sangramento e menor risco de transfusão;
  • Preservação da função sexual (menor risco de disfunção erétil e de ejaculação retrógrada);
  • Menor taxa de complicações perioperatórias e recuperação mais rápida;
  • Boa opção para pacientes com próstatas volumosas ou com comorbidades.

Embora alguns exames melhorem mais rapidamente após a cirurgia, na prática clínica a melhora dos sintomas costuma ser equivalente, com muito menos riscos.

Quem mais se beneficia da embolização prostática?

Os pacientes ideias para realizar a embolização prostática são:

  • Homens com sintomas urinários moderados a graves por HPB que não toleram ou não desejam medicamentos.
  • Pacientes com risco cirúrgico elevado (cardiopatia, anticoagulação difícil, problemas pulmonares).
  • Próstatas muito volumosas.
  • Homens que desejam preservar função sexual.
  • Pacientes com retenção urinária crônica dependentes de cateter.

Nem todos são candidatos, por isso a avaliação urológica com PSA, imagem e exclusão de câncer é indispensável.

Como é realizado o procedimento?

O médico radiologista intervencionista faz o cateterismo habitualmente através da artéria na virilha ou do punho.

Com auxílio de imagens de raio-X e ultrassom em tempo real, são identificadas as artérias prostáticas e um delicado cateter é posicionado, permitindo a injeção de micropartículas para a obstrução da circulação da próstata.

  • Duração: 1h30 a 2 horas.
  • Alta: geralmente no mesmo dia.
  • Recuperação inicial: 24–72 horas com analgésicos leves.
  • Reavaliações: em 3, 6 e 12 meses.

Vale ressaltar que, em comparação com as técnicas cirúrgicas convencionais, a embolização prostática promove menos dor, sangramento e complicações anestésicas e perioperatórias.

A Embolização da artéria prostática costuma preservar melhor a ejaculação e a função erétil, reduzindo a ejaculação retrógrada e a disfunção sexual. Além de evitar a incontinência urinária.

O que esperar da melhora dos sintomas?

  • Melhora inicial: nas primeiras semanas.
  • Melhora máxima: entre 3 e 6 meses.
  • Durabilidade: comprovada por grandes estudos científicos, com resultados estáveis e sustentáveis.

Embora a ressecção cirúrgica possa oferecer resposta imediata mais rápida, ela também traz maior risco de complicações, disfunção sexual e internação prolongada.

A embolização da próstata se destaca como um equilíbrio entre eficácia, segurança e preservação da qualidade de vida.

Conheça Dr. Marcelo Giusti | Especialista em Saúde Vascular

Conclusão

A Embolização da próstata (PAE) é uma alternativa moderna, segura e eficaz para homens com HPB que desejam tratar sintomas urinários com menor risco, rápida recuperação e maior preservação da função sexual.

É especialmente indicada em pacientes com comorbidades, próstatas volumosas ou que desejam evitar a cirurgia transuretral.

Embora a cirurgia tradicional possa oferecer uma melhora imediata um pouco mais intensa em alguns casos, a embolização oferece resultados clínicos consistentes, com muito menos efeitos adversos e excelente perfil de segurança. Saiba mais sobre o procedimento!

Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
(11) 99769-7817
Rua Domingos de Morais, 2781 – 8º andar, sala 804 – Vila Mariana – São Paulo