O diabetes é uma doença crônica que, quando mal controlada, pode comprometer seriamente a circulação sanguínea, especialmente nos membros inferiores.
Um dos maiores riscos é o que chamamos de pé diabético, condição que pode levar a feridas, infecções graves e até amputações.
Saber quando procurar um cirurgião vascular, reconhecer os principais sinais e adotar cuidados preventivos é fundamental para manter a saúde e evitar complicações.
ASSISTA: Você tem diabetes? Então precisa saber disso sobre o pé diabético!
Quando o diabético deve procurar um cirurgião vascular?
O cirurgião vascular é o especialista responsável por diagnosticar, tratar e prevenir doenças das artérias, veias e vasos linfáticos.
O paciente com diabetes deve buscar atendimento vascular nos seguintes casos:
- Feridas nos pés ou pernas – por menor que sejam, podem evoluir rapidamente para uma infecção grave. No contexto do pé diabético, a má circulação e a neuropatia dificultam a cicatrização.
- Mudança na cor ou temperatura da pele dos pés – pés frios, azulados ou pálidos, especialmente de forma súbita, podem indicar obstrução arterial.
- Dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente) – pode ser um sinal de doença arterial periférica (DAP), muito comum em diabéticos.
- Formigamento, dormência ou perda de sensibilidade – sintomas de neuropatia diabética que aumentam o risco de lesões não percebidas.
- Infecções recorrentes nos pés – exigem avaliação vascular imediata para evitar complicações mais graves.
No pé diabético, o atraso no diagnóstico pode ser fatal para o membro. A infecção e a isquemia (falta de sangue) podem evoluir rapidamente.
Principais problemas circulatórios causados pelo diabetes
O diabetes mal controlado provoca alterações na parede dos vasos sanguíneos e danos aos nervos, levando a diversas complicações vasculares:
1. Doença arterial periférica (DAP)
Provocada pelo acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) nas artérias que irrigam pernas e pés.
No diabetes, o comprometimento começa nos vasos de menor calibre (microangiopatia), prejudicando nutrição e oxigenação dos tecidos e dificultando a cicatrização.
2. Pé diabético
Associação de má circulação com neuropatia. A falta de sensibilidade impede que o paciente perceba feridas, e a má circulação impede que cicatrizem.
Pode evoluir para úlceras profundas, osteomielite e amputações.
3. Neuropatia periférica
O excesso de glicose danifica os nervos, causando perda de sensibilidade, formigamento e queimação.
Impacto no pé diabético: pequenas lesões passam despercebidas e evoluem para infecções graves.
Cuidados preventivos no paciente com diabetes
A prevenção é a melhor estratégia para evitar complicações graves. Entre as principais medidas:
- Controle rigoroso da glicemia – manter níveis adequados de açúcar no sangue é a forma mais eficaz de evitar danos vasculares.
- Inspeção diária dos pés – observar cortes, bolhas, manchas ou mudanças de cor.
- Uso de calçados adequados – sapatos fechados, confortáveis, sem costuras internas ásperas. Há modelos específicos para pé diabético.
- Limpeza e hidratação da pele – previne fissuras que podem abrir portas para infecções.
- Não andar descalço – mesmo em casa, já que pequenos cortes podem passar despercebidos.
- Atividade física regular – melhora a circulação, ajuda no controle glicêmico e fortalece o sistema cardiovascular.
- Consultas periódicas com o angiologista ou cirurgião vascular– mesmo sem sintomas, o diabético deve avaliar a circulação pelo menos uma vez por ano.
Tratamentos modernos para problemas circulatórios no diabético
A medicina vascular evoluiu e hoje oferece alternativas eficazes para pacientes com diabetes:
Curativos bioativos – com fatores de crescimento e células-tronco em estudo, para estimular regeneração.
Limpeza cirúrgica avançada – tecnologias como bisturi ultrassônico, curativos com prata e terapia por pressão negativa aceleram a cicatrização.
Ozônio e oxigenoterapia hiperbárica – importantes no tratamento de úlceras de difícil cicatrização.
Revascularização por angioplastia – procedimento minimamente invasivo que dilata artérias obstruídas com cateter-balão e, em alguns casos, stent. Recuperação rápida e alto índice de sucesso.
Pé diabético: foco máximo de atenção
O pé diabético concentra os maiores riscos vasculares do diabetes: má circulação, neuropatia e vulnerabilidade a infecções.
Sem tratamento rápido, a evolução pode ser: ferida → infecção → necrose → amputação.
Segundo a International Diabetes Federation, até 85% das amputações por pé diabético poderiam ser evitadas com prevenção e diagnóstico precoce.
Conclusão
O paciente com diabetes deve enxergar o cuidado vascular como parte essencial do tratamento.
Procurar um cirurgião vascular diante de qualquer sinal de má circulação ou ferida nos pés pode evitar complicações irreversíveis.
Com prevenção, acompanhamento médico e técnicas modernas, é possível manter qualidade de vida e proteger os membros inferiores — especialmente diante do risco do pé diabético. Saiba mais!
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Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
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