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Pé Diabético: Fiz tratamento para e não melhorou. E agora?

O pé diabético é uma das complicações mais sérias do diabetes e pode afetar profundamente a qualidade de vida do paciente.

Essa condição envolve alterações nos nervos, vasos sanguíneos, pele e estrutura óssea dos pés, resultando em feridas crônicas, infecções graves e, em casos avançados, amputações.

Pé diabético: o que é?

O termo pé diabético se refere a uma série de alterações nos pés de pessoas com diabetes, geralmente causadas por neuropatia diabética e doença arterial periférica.

A hiperglicemia prolongada danifica os nervos e vasos, tornando a região mais propensa a traumas, infecções e cicatrização lenta.

Assista: Você tem diabetes? Então precisa saber disso sobre o pé diabético!

Sintomas mais comuns do pé diabético

Os sinais clínicos variam de acordo com o estágio da lesão e o controle do diabetes. Os sintomas mais frequentes incluem:

1. Perda de sensibilidade nos pés

A neuropatia diabética provoca dormência, formigamento e queimação, principalmente nos dedos e nas solas dos pés.

A falta de sensibilidade impede que o paciente perceba pequenos ferimentos, facilitando a evolução para quadros mais graves.

2. Feridas e úlceras nos pés

Lesões aparentemente simples podem se transformar em úlceras profundas devido à má circulação.

Sinais de infecção incluem odor desagradável, vermelhidão, secreção purulenta e inchaço.

3. Alterações na pele e nas unhas

A pele pode se apresentar seca, rachada e escamosa, enquanto as unhas ficam mais grossas, quebradiças ou encravadas, aumentando o risco de infecções fúngicas e bacterianas.

4. Deformidades ósseas (Pé de Charcot)

Nos casos mais avançados, o pé pode desenvolver deformidades estruturais, como o chamado Pé de Charcot, com colapso ósseo e alterações permanentes.

Complicações do pé diabético

As complicações do pé diabético incluem:

  • Infecções graves (celulite, osteomielite);
  • Necrose e gangrena;
  • Amputações de membros inferiores;
  • Impactos emocionais e sociais severos.

Leia também: Importância da avaliação vascular no tratamento do pé diabético

Como prevenir o pé diabético?

A prevenção do pé diabético é a principal forma de evitar suas complicações. Algumas medidas importantes incluem:

  • Examinar os pés todos os dias.
  • Manter a glicemia sob controle.
  • Usar calçados adequados e confortáveis.
  • Evitar andar descalço.
  • Procurar assistência médica ao menor sinal de alteração.

Tratamentos para o pé diabético

O tratamento do pé diabético deve ser multidisciplinar e personalizado. Entre as estratégias mais comuns, destacam-se:

Controle da glicemia

Manter os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa ideal é essencial para evitar a progressão das lesões.

Cuidados com feridas

Incluem a limpeza adequada, curativos especiais, antibióticos tópicos ou sistêmicos e, quando necessário, desbridamento cirúrgico.

Palmilhas e calçados ortopédicos

Reduzem os pontos de pressão nos pés, ajudando a prevenir feridas e úlceras.

Tratamentos vasculares

Pacientes com doença arterial periférica podem se beneficiar de vasodilatadores, angioplastias ou cirurgias de revascularização para melhorar o fluxo sanguíneo.

Terapias avançadas

  • Oxigenoterapia hiperbárica
  • Terapia por pressão negativa (vácuo)
  • Membranas cicatrizantes e bioengenharia de tecidos

Suporte multidisciplinar

  • Fisioterapia: para correção de deformidades e reabilitação pós-amputação.
  • Psicoterapia: essencial para lidar com o impacto emocional e psicológico.

Quando o pé diabético não responde ao tratamento

Quando o tratamento instituído não apresenta resultados, é necessário reavaliar o quadro de forma abrangente para se identificar condições ou problemas não identificados.

Doença arterial periférica, mesmo em graus mais leves, podem comprometer a cicatrização de feridas e torná-las crônicas e mais sujeitas à infecção.

Nestes casos, a avaliação com um cirurgião vascular e exames de imagem complementares como Doppler e angiotomografia podem ajudar.

Presença de tecidos infectados ou desvitalizados: Uso de antibióticos e limpezas cirúrgicas mais abrangentes podem ser indicadas para remover tecido necrosado.

Exames de imagem como a ressonância magnética podem auxiliar na identificação de lesões profundas, como a osteomielite.

Mudanças no tipo de curativo com o uso de dispositivos modernos, como terapia a vácuo, membranas cicatrizante, terapias regenerativas e biovidro podem cicatrizar feridas crônicas.

Órteses, palmilhas e fisioterapia para corrigir deformidades que impedem a cicatrização pela pressão sobre os tecidos.

Reabilitação e adaptação em casos de amputação é fundamental para adaptação à prótese e reintegração funcional do paciente.

Suporte emocional e psicológico para evitar ansiedade, depressão e baixa autoestima. O acompanhamento psicológico é essencial nesses casos.

Conclusão

O pé diabético é uma condição que exige vigilância constante, prevenção eficaz e abordagem médica integrada.

Controlar o diabetes, cuidar da saúde vascular e ter atenção aos sinais precoces pode evitar complicações graves e preservar a qualidade de vida do paciente. Saiba mais!

Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
(11) 997697817
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