O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma condição silenciosa e potencialmente fatal.
Trata-se da dilatação anormal da maior artéria do corpo (a aorta) na sua porção dentro do abdome.
Embora muitos casos sejam assintomáticos, um aneurisma pode romper-se de forma súbita, causando hemorragia interna grave.
Por isso, o diagnóstico precoce do aneurisma abdominal e o acompanhamento adequado são fundamentais para salvar vidas. Continue a leitura!
ASSISTA: Aneurisma: Fique atento aos principais fatores de risco!
Quando se preocupar com um aneurisma abdominal?
Um aneurisma de aorta abdominal merece atenção especial quando:
- Possui diâmetro igual ou superior a 3 cm (critério diagnóstico de exames como a angiotomografia);
- Apresenta crescimento rápido (mais de 0,5 cm em 6 meses ou 1 cm por ano);
- Há presença de sintomas (mesmo que inespecíficos);
- O diâmetro é maior que 5,0 ou 5,5 cm, o que eleva significativamente o risco de ruptura;
- O paciente possui fatores de risco adicionais como histórico familiar, tabagismo ou hipertensão descontrolada, o que pode tornar o tratamento mais arriscado em emergências.
A ruptura de um aneurisma abdominal tem uma taxa de mortalidade acima de 80%, por isso o acompanhamento é essencial mesmo em aneurismas menores e assintomáticos.
Fatores de risco para aneurisma de aorta abdominal
É importante conhecer os grupos de risco para rastrear precocemente a doença. O aneurisma abdominal é mais comum em:
- Homens acima de 65 anos;
- Pessoas com histórico familiar de aneurisma;
- Tabagismo (principal fator de risco modificável);
- Portadores de hipertensão arterial crônica;
- Pacientes com colesterol elevado (dislipidemia);
- Pessoas com aterosclerose sistêmica;
- Indivíduos com doenças inflamatórias arteriais;
- Pacientes com doenças genéticas que afetam o colágeno, como a síndrome de Marfan ou Ehlers-Danlos.
Quais são os sintomas de um aneurisma abdominal?
O aneurisma de aorta abdominal geralmente é assintomático e costuma ser detectado durante exames de rotina ou na investigação de outras doenças. No entanto, alguns sinais podem indicar sua presença.
Sintomas de aneurismas não rompidos:
- Pulsação anormal no abdome (massa pulsátil);
- Desconforto abdominal vago, sensação de peso;
- Dor lombar ou nas costas persistente;
- Dor na região do flanco ou abdome inferior.
Sinais de alerta de ruptura iminente:
- Dor abdominal intensa e súbita, com irradiação para as costas;
- Queda de pressão arterial;
- Palidez, suor frio, tontura ou desmaio;
- Choque hipovolêmico.
Esses sintomas requerem atendimento médico de emergência imediato.
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Como é feito o diagnóstico do aneurisma abdominal?
O diagnóstico do aneurisma abdominal é realizado por exames de imagem.
O principal e mais específico é a angiotomografia computadorizada da aorta, que deve ser feita com contraste. Este exame é essencial tanto para o diagnóstico quanto para o planejamento cirúrgico.
A ressonância magnética pode ser uma alternativa em pacientes com alergia ao contraste iodado ou com insuficiência renal.
O aneurisma também pode ser detectado de forma incidental durante outros exames, como ultrassonografia ou tomografia de abdome.
Para pacientes com fatores de risco, recomenda-se rastreamento periódico (a cada 6 a 12 meses). A ultrassonografia abdominal é o exame mais indicado nesses casos, por ser acessível, não invasivo e altamente preciso.
Quando o tratamento cirúrgico do aneurisma abdominal é indicado?
O tratamento definitivo é cirúrgico e está indicado nas seguintes situações:
- Aneurisma com diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres;
- Crescimento acelerado do aneurisma;
- Presença de sintomas relacionados ao aneurisma;
- Complicações, como sinais de ruptura ou aneurismas com anatomia instável;
O reparo endovascular (EVAR) é o método mais moderno e minimamente invasivo, realizado por cateterismo com a colocação de uma endoprótese. Esse procedimento geralmente dispensa cortes e é o de menor risco cirúrgico.
Já a cirurgia aberta tradicional envolve a substituição da porção dilatada da aorta por um enxerto sintético. Essa abordagem requer a abertura da cavidade abdominal e é indicada apenas em casos com anatomia desfavorável ao EVAR.
Conclusão
O aneurisma de aorta abdominal é uma doença grave e silenciosa, que pode evoluir de forma repentina e com alto risco de mortalidade.
O diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento frequente, é fundamental, especialmente em pacientes de risco como homens idosos, fumantes e hipertensos.
Com o avanço da medicina, o tratamento minimamente invasivo por EVAR se tornou uma alternativa segura e eficaz, com menor tempo de recuperação e menos complicações.
Em caso de suspeita ou diagnóstico de aneurisma abdominal, procure um especialista para avaliação individualizada. Saiba mais!
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Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
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