Os miomas uterinos são tumores benignos formados por tecido muscular e fibroso no útero.
Apesar de não serem cancerígenos, podem causar diversos sintomas, como sangramento uterino anormal, dor pélvica, aumento do volume abdominal e infertilidade.
O sucesso do tratamento, seja ele clínico, cirúrgico ou minimamente invasivo, como a embolização uterina, depende diretamente de três fatores essenciais: o tamanho, o tipo e a localização do mioma. Continue a leitura e entenda as melhores formas de tratamento!
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Como são os Miomas Uterinos?
São classificados de acordo com sua localização na parede uterina:
Subserosos: crescem para fora do útero, podendo, às vezes, ser ligados ao útero somente por um pedículo. Raramente causam sangramentos.
Intramurais: localizam-se na parede muscular do útero. São os mais comuns e geralmente associados a dor e aumento uterino.
Submucosos: crescem em direção à cavidade uterina. Mesmo os menores podem causar sangramentos intensos e infertilidade.
Miomas transmurais ou mistos: ocupam mais de uma camada do útero.
Classificação FIGO e impactos clínicos
O sistema FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) classifica os miomas uterinos de 0 a 8, detalhando o grau de inserção em relação ao endométrio e à serosa.
É a classificação mais utilizada nos exames diagnósticos que servem para avaliar os miomas na prática clínica diária.
Os miomas uterinos submucosos (que se projetam para a cavidade uterina) costumam levar a sangramento intenso e podem provocar abortamento espontâneo em gestantes.
Embora a ressecção por histeroscopia tenha papel importante, a embolização pode ser considerada quando há múltiplos miomas associados.
Já os miomas uterinos intramurais (na parede ou “musculatura” do útero) provocam cólicas, além de sangramentos e impacto sobre fertilidade.
A embolização apresenta uma boa taxa de resposta (redução média de 40-60% do volume).
No caso dos miomas uterinos subserosos, raramente há sangramento, mas se forem grandes pode haver compressão de órgãos vizinhos (bexiga, intestino).
A embolização segue como tratamento eficaz, principalmente quando múltiplos ou volumosos.
Leia: 5 benefícios da embolização de miomas uterinos
Qual é o melhor tratamento para cada situação?
A embolização de miomas uterinos tem resposta rápida em aliviar os sangramentos e dor, além de permitir tratar todos os miomas simultaneamente.
Já os procedimentos cirúrgicos, em especial a histerectomia, têm resposta definitiva, porém com recuperação mais lenta.
A embolização é uma técnica minimamente invasiva que bloqueia os vasos sanguíneos que nutrem os miomas, levando à sua redução e necrose.
Trata-se de uma alternativa moderna, que pode ser indicada em diversas situações.
Quando a embolização é mais indicada
- Miomas uterinos múltiplos ou volumosos (diâmetro ≥ 5 cm), especialmente quando o útero está aumentado.
- Miomas uterinos intramurais e subserosos, com boa vascularização. Casos com contraindicação cirúrgica ou desejo de evitar histerectomia.
- Miomas uterinos muito volumosos exigem acompanhamento rigoroso, pois o risco de dor intensa, febre e necrose extensa é maior. Mas a redução do volume pode ser expressiva, com melhora sintomática em até 85% das pacientes, segundo estudos recentes.
- Miomas uterinos pediculados e os submucosos tipo 0 ou 1 (com mais de 50% do volume na cavidade endometrial), a resposta cirúrgica é positiva.
Leia também: Embolização de miomas no tratamento da dor e outros sintomas
Conclusão
A escolha do tratamento ideal para os miomas uterinos deve ser individualizada, baseada na localização, tipo, número e tamanho dos miomas, bem como nos desejos reprodutivos e condições clínicas da paciente.
A embolização uterina vem ganhando destaque como alternativa segura, eficaz e menos invasiva, com altas taxas de satisfação e baixa taxa de complicações quando bem indicada.
Para pacientes com múltiplos miomas, miomas grandes ou intramurais sintomáticos, a embolização pode ser a melhor alternativa, especialmente quando se deseja evitar cirurgia ou preservar o útero. Saiba mais sobre a técnica!
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Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
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