Aneurisma de Aorta é um tema que exige atenção, informação clara e conhecimento sobre as opções de tratamento mais seguras e modernas.
A cirurgia endovascular de correção de aneurisma de aorta (EVAR, do inglês Endovascular Aneurysm Repair) representa uma das maiores evoluções no manejo dessa doença grave, oferecendo resultados mais seguros e recuperação mais rápida.
A seguir, você entenderá como o procedimento é feito, quem se beneficia dele e por que ele se tornou o tratamento preferencial em grande parte dos centros especializados.
ASSISTSA: Aneurisma de Aorta: cirurgia endovascular ou convencional — Qual a melhor opção?
O que é um aneurisma de aorta?
A cirurgia endovascular de correção de aneurisma de aorta é um procedimento minimamente invasivo que transformou a abordagem dessa condição.
A aorta é a principal artéria do corpo humano, responsável por levar o sangue do coração para todos os órgãos.
Um aneurisma ocorre quando uma parte da artéria se dilata anormalmente, ou seja, suas paredes enfraquecem e se expandem como um “balão”.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), até 5% dos homens acima de 65 anos podem apresentar aneurisma de aorta abdominal.
A maior preocupação é o risco de ruptura, que pode causar hemorragia interna grave e levar à morte se não houver atendimento imediato.
O tabagismo é o fator de risco mais associado ao aneurisma de aorta.
Sintomas e diagnóstico do aneurisma de aorta
A maioria dos aneurismas é silenciosa. Alguns só são descobertos em exames de rotina. Quando há sintomas, eles incluem:
- Dor persistente no abdome, costas ou flanco;
- Sensação de pulsação abdominal;
- Desconforto lombar;
- Sinais de ruptura: dor súbita intensa, queda de pressão, tontura e desmaio.
O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal ou angiotomografia, exames que permitem medir o aneurisma com precisão.
Homens acima de 60 anos, principalmente com histórico de tabagismo, hipertensão ou casos familiares, devem ser rastreados.
Estudos mostram que o rastreamento reduz em até 50% a mortalidade por ruptura.
Tratamentos disponíveis e a revolução da técnica endovascular
Até alguns anos atrás, o tratamento padrão era a cirurgia aberta, que exigia grandes incisões e longos períodos de recuperação.
Com o avanço da medicina, surgiu a cirurgia endovascular, que dispensa grandes cortes e oferece muito mais segurança.
A técnica utiliza cateteres guiados pelos vasos sanguíneos até o local do aneurisma, posicionando uma prótese metálica (endoprótese) para isolar a área dilatada do fluxo sanguíneo.
O objetivo é isolar o aneurisma do fluxo de sangue, impedindo que ele se rompa.
Segundo o estudo EVAR Trial 1 publicado na revista científica Lancet:
- Mortalidade perioperatória da cirurgia endovascular: 1,7%
- Mortalidade da cirurgia aberta: 4,7%
Quem mais se beneficia da cirurgia endovascular?
Atualmente somente casos muito específicos é que são tratados pela cirurgia aberta. A grande maioria dos pacientes se beneficia do tratamento endovascular.
Com o avanço das tecnologias, já existem endopróteses personalizadas e ramificadas, capazes de tratar os aneurismas mais complexos e ampliando as possibilidades do tratamento minimamente invasivo.
Como é realizada a cirurgia endovascular de aneurisma de aorta?
O procedimento é feito, preferencialmente, em um centro cirúrgico especial chamado hemodinâmica – que dispõe de tecnologia avançada de imagens de raio-x em tempo real para o acompanhamento integral do procedimento.
O cirurgião faz pequenas punções ou incisões nas virilhas para acessar as artérias femorais.
Por esse caminho, são introduzidos cateteres finos e flexíveis até chegar ao local do aneurisma.
Passo a passo da EVAR:
1. Acesso pelas virilhas
Pequenas punções são feitas nas artérias femorais.
2. Navegação dos cateteres
O cirurgião guia o material até o aneurisma com imagens contínuas.
3. Implante da endoprótese
A endoprótese é liberada dentro da aorta e se fixa à parede interna, redirecionando o sangue para dentro do tubo metálico.
4. Exclusão do aneurisma
O aneurisma deixa de sofrer pressão, evitando a ruptura.
5. Fechamento
Os cateteres são retirados e os acessos são fechados com pontos ou dispositivos específicos.
A cirurgia dura de 1 a 3 horas, com alta em cerca de 48 horas. A recuperação total ocorre em poucas semanas.
ASSISTA: Aneurisma: Fique atento aos principais fatores de risco!
Acompanhamento após o procedimento
Mesmo após a correção, o aneurisma exige acompanhamento médico contínuo. Exames anuais de imagem avaliam:
- Integridade da endoprótese
- Possíveis vazamentos (endoleaks)
- Durabilidade do tratamento
Taxas de sucesso a longo prazo passam de 90% em 5 anos, segundo o Journal of Vascular Surgery.
Prevenção: como reduzir o risco de aneurisma de aorta?
- Controle rigoroso da pressão;
- Abandono do tabagismo;
- Controle do colesterol e glicemia;
- Exercícios regulares;
- Rastreamento em pacientes de risco.
Homens entre 65 e 75 anos que já fumaram devem fazer ultrassonografia, segundo o U.S. Preventive Services Task Force.
Conclusão: o futuro do tratamento dos aneurismas
A cirurgia endovascular para correção de aneurisma de aorta inaugurou uma nova era na medicina.
Menos invasiva, segura e eficaz, ela reduz riscos, diminui o tempo de internação e acelera o retorno às atividades.
Com tecnologias cada vez mais avançadas, o tratamento endovascular continuará se expandindo e salvando vidas.
Consultar um cirurgião vascular experiente é o primeiro passo para definir a melhor estratégia terapêutica. Saiba mais!
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Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
(11) 997697817
Rua Domingos de Morais, 2781 – 8º andar, sala 804 – Vila Mariana – São Paulo





