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embolização de mioma uterino

É possível engravidar após a embolização de mioma uterino?

A embolização de mioma uterino é um tratamento minimamente invasivo que permite tratar os miomas preservando o útero. 

Por isso, entre mulheres que ainda desejam ter filhos, uma das principais dúvidas é: é possível engravidar depois da embolização?

Sim. Existem diversas gestações e nascimentos documentados após a embolização das artérias uterinas, inclusive de forma espontânea. 

Entretanto, existe uma diferença importante: preservar o útero não significa necessariamente preservar a fertilidade da mesma maneira em todas as mulheres.

As evidências atuais demonstram que a gravidez após a embolização é possível, mas o impacto específico do procedimento sobre a fertilidade e futuras gestações ainda não está completamente definido. 

Por isso, quando existe desejo de ter filhos, a escolha do tratamento deve ser individualizada.

Como funciona a embolização de mioma uterino?

A embolização de mioma uterino, também chamada de embolização das artérias uterinas, é realizada por um médico especialista em Radiologia Intervencionista.

Por meio de uma pequena punção, um cateter delicado é conduzido até as artérias responsáveis por levar sangue ao útero. 

Com auxílio de imagens de raio-x em tempo real, o médico identifica os vasos que irrigam os miomas e libera pequenas partículas para reduzir seletivamente esse fluxo sanguíneo.

Sem receber a mesma quantidade de sangue, os miomas entram em um processo de isquemia e diminuem progressivamente de tamanho, enquanto o restante do útero permanece irrigado.

A técnica pode ser utilizada para tratar sintomas como sangramento menstrual intenso, anemia, dor ou pressão pélvica, aumento do volume abdominal e compressão da bexiga ou do intestino.

Uma de suas principais características é a preservação do útero e a possibilidade de tratar vários miomas durante o mesmo procedimento.

Então, é possível engravidar depois da embolização?

Sim, é possível.

A literatura médica registra gestações espontâneas e também obtidas por técnicas de reprodução assistida depois da embolização de mioma uterino.

O material-base cita um estudo publicado em 2025 que avaliou 4.287 mulheres e encontrou uma taxa combinada de gravidez de aproximadamente 52% nas populações avaliadas quanto à fertilidade após o procedimento.

No entanto, esse número não representa a chance individual de qualquer mulher engravidar. 

O estudo reuniu pacientes com diferentes idades, características dos miomas, histórico reprodutivo, reserva ovariana e períodos de acompanhamento.

A idade, inclusive, teve influência importante nos resultados: entre mulheres com menos de 30 anos, a taxa observada foi de 67,8%, enquanto entre aquelas com mais de 40 anos foi de 31,5%.

A embolização preserva a fertilidade?

Aqui é importante fazer uma distinção.

A embolização de mioma uterino preserva o útero, e muitas mulheres já engravidaram após o tratamento. 

Portanto, realizar uma embolização não significa necessariamente perder a possibilidade de uma gravidez futura.

Por outro lado, não é possível afirmar que o procedimento preserve a fertilidade em todas as pacientes.

Referências internacionais citadas no material, como o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e o NICE, reconhecem a embolização como uma opção para o tratamento dos miomas, mas ressaltam que os efeitos sobre a fertilidade e futuras gestações ainda não estão totalmente definidos.

Por isso, mulheres que desejam engravidar devem receber uma orientação individualizada e, idealmente, avaliação multidisciplinar.

Os próprios miomas podem dificultar a gravidez?

Sim. Esse é um aspecto que também precisa entrar na decisão.

Dependendo principalmente da localização e do tamanho, alguns miomas podem deformar a cavidade uterina e interferir na implantação do embrião. 

Também podem estar relacionados a alterações da contratilidade do útero e a problemas durante a gestação.

Por isso, não basta perguntar se a embolização interfere na fertilidade.

É necessário avaliar como os próprios miomas podem estar afetando a anatomia do útero e o planejamento reprodutivo daquela mulher.

Um pequeno mioma localizado externamente no útero representa uma situação muito diferente de múltiplos miomas, aumento importante do volume uterino ou nódulos que deformam sua cavidade.

Embolização ou miomectomia para quem deseja engravidar?

A miomectomia é uma cirurgia que remove os miomas e preserva o útero. 

Historicamente, é uma das principais estratégias consideradas quando existe desejo de uma gravidez futura.

Na embolização, por outro lado, os miomas não são retirados. O fluxo sanguíneo que os alimenta é interrompido, levando à redução progressiva do seu tamanho.

Mas qual das duas opções oferece melhores resultados reprodutivos?

As evidências ainda não permitem uma resposta definitiva.

O material-base cita um estudo publicado em 2024 que comparou embolização das artérias uterinas e miomectomia. 

Segundo os autores, as evidências disponíveis sobre gravidez bem-sucedida ainda são muito incertas para demonstrar de forma confiável a superioridade de uma técnica nesse desfecho.

Isso significa que a escolha deve considerar fatores como número, tamanho e localização dos miomas, anatomia uterina, idade, reserva ovariana, sintomas, cirurgias anteriores e planejamento reprodutivo.

A idade interfere nas chances de engravidar?

Sim, e esse é um dos fatores mais importantes.

A fertilidade feminina diminui progressivamente com a idade, independentemente da presença de miomas ou da realização de uma embolização.

Portanto, quando existe desejo de engravidar, a avaliação não deve considerar apenas os miomas. 

Idade, reserva ovariana, histórico reprodutivo e possíveis outros fatores relacionados à fertilidade do casal também precisam fazer parte da decisão.

Quem ainda deseja ter filhos pode fazer embolização?

Pode, em casos selecionados.

O desejo de uma gravidez futura não deve ser considerado isoladamente uma proibição absoluta à embolização de mioma uterino, mas precisa ser discutido desde o início do planejamento.

Antes de indicar o procedimento, devem ser avaliados:

  • Idade e reserva ovariana;
  • Número, tamanho e localização dos miomas;
  • Possível deformidade da cavidade uterina;
  • Sintomas provocados pelos miomas;
  • Cirurgias uterinas anteriores;
  • Histórico de infertilidade ou perdas gestacionais;
  • Planejamento de uma futura gravidez;
  • Outras alternativas terapêuticas disponíveis.

É a partir dessas informações que os riscos e benefícios da embolização, da miomectomia e de outras possibilidades podem ser comparados para aquela paciente.

Quanto tempo depois da embolização é possível tentar engravidar?

Não existe um prazo único que possa ser aplicado a todas as mulheres.

O momento adequado para tentar uma gravidez deve ser definido individualmente pelo médico responsável, depois de avaliar a recuperação do útero e a resposta dos miomas ao tratamento.

Por isso, o planejamento reprodutivo deve fazer parte do acompanhamento após a embolização.

Gravidez após embolização de mioma uterino é possível

Sim, existem muitas gestações documentadas após a embolização de mioma uterino, inclusive espontâneas. 

O procedimento preserva o útero e pode ser considerado dentro das alternativas de tratamento para algumas mulheres que ainda desejam ter filhos.

Entretanto, seu impacto específico sobre a fertilidade não está completamente definido. 

Por isso, não existe uma resposta única sobre qual tratamento é mais adequado para toda mulher que possui miomas e deseja engravidar.

Se você possui miomas e considera uma gravidez no futuro, uma avaliação individualizada é essencial para analisar as características dos miomas, sua saúde reprodutiva e as diferentes possibilidades de tratamento antes de tomar uma decisão.

Saiba mais sobre o tratamento de  embolização de mioma uterino em São Paulo e região!

Dr. Marcelo Giusti | CRM-SP 132068

Cirurgião Vascular e Endovascular | RQE 52453

Radiologista Intervencionista | RQE 59003