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Pressão alta; aneurisma abdominal

Pressão alta aumenta o risco de aneurisma abdominal?

A pressão alta pode aumentar o risco de aneurisma abdominal. 

A hipertensão arterial está associada tanto ao desenvolvimento da doença quanto ao aumento do estresse sobre a parede da aorta. 

Por isso, manter a pressão controlada é uma parte importante dos cuidados cardiovasculares, principalmente para quem já recebeu o diagnóstico de aneurisma.

Entretanto, a hipertensão não é o único (nem o principal) fator de risco. 

Tabagismo, idade avançada, sexo masculino e histórico familiar também apresentam uma associação importante com o desenvolvimento do aneurisma de aorta abdominal.

Depois que o aneurisma já está presente, outros fatores passam a ser fundamentais para avaliar o risco de complicações, como seu tamanho, velocidade de crescimento, presença de sintomas, tabagismo e pressão alta.

O que é um aneurisma de aorta abdominal?

A aorta é a maior artéria do organismo e transporta o sangue do coração para praticamente todos os órgãos e tecidos.

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) ocorre quando existe uma dilatação anormal da parte da aorta localizada no abdome. 

De maneira geral, considera-se aneurisma quando o diâmetro da aorta abdominal atinge aproximadamente 3 centímetros ou mais.

O problema é que essa dilatação pode aumentar progressivamente.

Quanto maior o aneurisma, maior tende a ser a tensão exercida sobre sua parede e, consequentemente, o risco de uma de suas complicações mais graves: a ruptura da aorta, que pode provocar uma hemorragia interna de grande volume e representa uma emergência médica.

Além disso, a maioria dos aneurismas de aorta abdominal é assintomática e pode permanecer dessa maneira durante anos.

Qual é a relação entre pressão alta e aneurisma abdominal?

A hipertensão arterial mantém as paredes das artérias submetidas a uma pressão aumentada de maneira persistente.

Ao longo dos anos, essa sobrecarga pode participar do processo de degeneração da parede da aorta e contribuir para o desenvolvimento de um aneurisma abdominal.

O material-base cita um grande estudo envolvendo mais de 5,4 milhões de participantes e aproximadamente 28 mil casos de aneurisma de aorta abdominal. 

Nele, pessoas hipertensas apresentaram um risco de AAA cerca de 66% maior em comparação com indivíduos sem hipertensão.

Isso não significa que toda pessoa com pressão alta desenvolverá um aneurisma. O risco resulta da combinação de diferentes fatores.

Qual é o principal fator de risco para aneurisma abdominal?

Entre os fatores que podem ser modificados, o tabagismo é o mais importante.

Além do histórico de tabagismo, outros fatores fortemente associados ao aneurisma de aorta abdominal incluem:

O cigarro merece atenção especial porque está relacionado não apenas ao desenvolvimento do aneurisma, mas também ao seu crescimento e ao risco de ruptura.

Além disso, quanto maior for a exposição acumulada ao cigarro, maior tende a ser o risco.

A idade também aumenta o risco?

Sim. O aneurisma abdominal torna-se mais frequente com o envelhecimento, principalmente depois dos 65 anos.

Ao longo da vida, a parede arterial sofre alterações e a exposição prolongada a fatores como tabagismo, pressão alta, colesterol elevado e aterosclerose pode aumentar progressivamente a probabilidade de degeneração da aorta.

O sexo também influencia. Homens apresentam aneurisma de aorta abdominal com maior frequência do que mulheres.

Por outro lado, embora a doença seja menos frequente entre mulheres, alguns estudos mostram que, quando elas apresentam um aneurisma, pode existir maior risco de ruptura em determinados diâmetros.

Histórico familiar de aneurisma merece atenção

Ter um parente de primeiro grau, como pai, mãe ou irmão, com aneurisma de aorta abdominal aumenta significativamente a probabilidade de desenvolver a doença.

Alguns estudos citados no material-base indicam que a presença de AAA em um familiar de primeiro grau pode aproximadamente dobrar esse risco.

Por isso, o histórico familiar deve ser informado ao médico, especialmente quando aparece associado a outros fatores, como idade avançada e tabagismo.

O que aumenta o risco de um aneurisma romper?

Depois que o aneurisma é diagnosticado, a avaliação muda. Mais do que entender por que ele apareceu, é necessário determinar a possibilidade de crescimento ou ruptura.

Um dos fatores mais importantes é o diâmetro do aneurisma.

De forma geral, quanto maior for o diâmetro da aorta, maior o risco de ruptura. 

Por isso, aneurismas menores costumam ser acompanhados periodicamente por exames de imagem, enquanto aneurismas maiores podem exigir tratamento.

Além do tamanho, alguns fatores merecem atenção:

Crescimento do aneurisma: uma expansão rápida durante o acompanhamento pode exigir avaliação especializada.

Tabagismo: continua sendo relevante mesmo depois do diagnóstico.

Pressão arterial elevada: aumenta o estresse mecânico sobre uma parede arterial que já está dilatada e enfraquecida.

Presença de sintomas: uma dor abdominal ou lombar nova e persistente em uma pessoa com aneurisma conhecido precisa ser avaliada rapidamente.

Controlar a pressão faz o aneurisma diminuir?

Não. Controlar a pressão alta é fundamental, mas isso não significa que o aneurisma irá desaparecer ou diminuir de tamanho.

Atualmente, não existe um medicamento anti-hipertensivo capaz de fazer um aneurisma de aorta abdominal desaparecer ou que tenha demonstrado de forma consistente reduzir seu tamanho.

O controle da hipertensão tem outro objetivo: diminuir o risco cardiovascular global e evitar uma sobrecarga desnecessária sobre a parede da aorta.

Por isso, controlar a pressão não substitui o acompanhamento periódico do tamanho do aneurisma por exames de imagem.

Pressão alta e aneurisma abdominal: o que realmente importa?

Sim, a pressão alta aumenta o risco de aneurisma abdominal e deve ser adequadamente controlada quando a doença já está presente.

Porém, o risco precisa ser analisado de forma ampla. Tabagismo, idade, sexo, histórico familiar, doenças cardiovasculares e colesterol elevado também precisam ser considerados.

Para quem já possui um aneurisma, o tamanho e a velocidade de crescimento são fundamentais para avaliar o risco de complicações.

Como a maioria dos aneurismas não provoca sintomas, reconhecer os fatores de risco e realizar o acompanhamento adequado pode permitir que a doença seja identificada antes de uma complicação.

Se você tem hipertensão, histórico de tabagismo, casos de aneurisma na família ou já recebeu o diagnóstico de dilatação da aorta em algum exame, uma avaliação com o cirurgião vascular pode definir a necessidade de investigação, acompanhamento periódico ou tratamento.

Saiba mais sobre o tratamento de  aneurisma abdominal em São Paulo e região!

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Dr. Marcelo Giusti | CRM-SP 132068

Cirurgião Vascular e Endovascular | RQE 52453

Radiologista Intervencionista | RQE 59003