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Trombose Venosa Profunda

5 sintomas de TROMBOSE VENOSA PROFUNDA que você não deve ignorar!

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição vascular potencialmente grave causada pela formação de coágulos sanguíneos (trombos) nas veias profundas, geralmente localizadas nos membros inferiores.

Apesar de silenciosa em muitos casos, pode evoluir para complicações sérias, como a embolia pulmonar — uma emergência médica.

Por isso, reconhecer precocemente os sintomas, entender os fatores de risco e adotar medidas preventivas são ações essenciais. Continue a leitura!

Assista: Doenças vasculares: por que identificar cedo faz diferença!

Sinais e sintomas da Trombose Venosa Profunda

Embora possa se desenvolver de forma silenciosa, a TVP apresenta alguns sinais clássicos nos membros inferiores, que merecem atenção:

  • Inchaço (edema) em apenas uma das pernas;
  • Dor ou sensibilidade na panturrilha, ou na coxa;
  • Vermelhidão na pele da perna afetada;
  • Sensação de calor na região do trombo;
  • Veias superficiais dilatadas ou visíveis.

Em alguns casos, o primeiro sinal da Trombose Venosa Profunda (TVP) pode ser uma embolia pulmonar, com sintomas como falta de ar súbita, dor torácica e queda da pressão arterial. Portanto, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

Quando a Trombose pode acontecer?

A trombose venosa profunda pode ocorrer em diversas situações que favorecem a estagnação sanguínea, lesão na parede das veias e/ou hipercoagulabilidade – fatores que compõem a chamada Tríade de Virchow.

As situações mais comuns incluem:

  • Pós-operatórios, especialmente de cirurgias ortopédicas (joelho e quadril);
  • Imobilização prolongada, como em longas viagens ou internações em UTI;
  • Gravidez e puerpério;
  • Uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal;
  • Câncer ativo e tratamentos oncológicos;
  • Trombofilias (alterações hereditárias da coagulação);
  • Infecções sistêmicas, como a COVID-19.

Leia: Trombofilia: o diagnóstico de Maíra Cardi acende alerta sobre essa condição silenciosa

Principais fatores de risco da Trombose Venosa Profunda

Certos fatores aumentam significativamente o risco de desenvolver a TVP. É fundamental que pessoas com predisposição conheçam esses fatores:

  • Pessoas acima de 60 anos;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Histórico pessoal ou familiar de trombose;
  • Varizes nos membros inferiores;
  • Doenças inflamatórias crônicas e autoimunes.
  • Distúrbios de coagulação (trombofilias).
  • Estilo de vida sedentário.

Quais os tratamentos mais modernos para a trombose venosa profunda?

O tratamento da TVP depende da gravidade do caso, da localização do trombo e do risco de embolia pulmonar.

Atualmente, os tratamentos modernos se dividem em medicamentosos, minimamente invasivos e cirúrgicos.

1. Anticoagulação

É o tratamento padrão. Ajuda a diminuir a propagação da área de acometimento da trombose e reduz o risco de embolia.

Os tratamentos com anticoagulantes atualmente incluem a heparina (aplicada via subcutânea ou endovenosa, em geral utilizada no início do tratamento e em ambiente hospitalar) e os anticoagulantes orais (mais utilizados para tratamento domiciliar).

Os anticoagulantes orais diretos (como rivaroxabana, apixabana e dabigatrana) são medicamentos mais modernos e seguros, que não exigem controle laboratorial, tem poucas interações com alimentos e outros medicamentos e têm menor risco de sangramentos.

Já a varfarina tem interações que podem potencializar ou diminuir os seus efeitos, assim requer controle clínico e laboratorial constante.

2. Terapias cirúrgicas invasivas e minimamente invasivas

Em casos graves (como tromboses extensas ou das veias abdominais) os tratamentos avançados incluem:

  • Trombólise por cateter: Técnica minimamente invasiva que permite administrar medicamentos que dissolvem o trombo. É realizada com cateteres especiais e com acompanhamento de imagens radiológicas em tempo real. É mais eficaz quando realizada nos primeiros dias após o início dos sintomas e do diagnóstico.
  • Trombectomia mecânica: Procedimento endovascular minimamente invasivo que remove fisicamente os coágulos usando cateteres de aspiração específicos. Pode ser realizado em conjunto com a trombólise em situações críticas.
  • Filtros de veia cava: É um dispositivo implantado na veia cava inferior (a principal veia do abdome) para prevenir que coágulos se desloquem para os pulmões, prevenindo a embolia pulmonar. Usado em casos onde a anticoagulação não pode ser realizado. Damos preferência pelo uso temporário do mesmo.

3. Tratamento das sequelas: síndrome pós-trombótica

Pacientes com sequelas após a TVP podem apresentar dor crônica, edema persistente e alterações na textura da pele, podendo cursar com ferimentos.

Nesses casos, o uso de meias compressivas, fisioterapia especializada (drenagem linfática manual) e curativos especiais podem ser necessários.

Em alguns casos, técnicas de recanalização (desobstrução) venosa por cateterismo (angioplastia com ou sem o uso de stents) podem ser necessárias.

Conclusão

A Trombose Venosa Profunda é uma condição que exige atenção médica, mas que pode ser controlada com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Estar atento aos sinais clínicos, conhecer os fatores de risco e adotar medidas preventivas são atitudes fundamentais.

Felizmente, os tratamentos modernos, como os anticoagulantes orais diretos e os procedimentos minimamente invasivos, têm garantido melhores resultados e mais segurança para os pacientes. Saiba mais!


Dr. Marcelo Giusti
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular
Radiologia Intervencionista
(11) 99769-7817
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