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Embolização de mioma uterino dói?

A embolização de mioma uterino é uma alternativa moderna e minimamente invasiva para o tratamento dos miomas, especialmente para mulheres que apresentam sintomas como sangramento menstrual intenso, dor pélvica, aumento do volume abdominal, pressão sobre a bexiga ou anemia.

Apesar dos benefícios da técnica, uma pergunta costuma surgir antes do tratamento: a Embolização de mioma uterino dói?

Sim, pode haver dor, principalmente nas primeiras horas após o procedimento. 

No entanto, essa dor é esperada e temporária, mas é facilmente controlada com medicamentos. 

Entender por que esse desconforto acontece e como ele é controlado pode ajudar a mulher a chegar ao procedimento mais informada e preparada.

Por que a embolização de mioma uterino pode causar dor?

Durante a embolização de mioma uterino, pequenas partículas são injetadas nas artérias responsáveis por levar sangue aos miomas.

Quando esse fluxo é interrompido, os miomas entram em um processo chamado isquemia e necrose. 

Sem receber sangue adequadamente, passam a diminuir progressivamente de tamanho.

É justamente essa interrupção da circulação que pode provocar cólicas mais intensas nas primeiras horas depois da embolização.

Atualmente, existem protocolos específicos para controlar esse desconforto, com medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, opioides quando necessários e medicamentos para náuseas.

De maneira geral:

  • A dor tende a ser mais intensa entre as primeiras 6 e 24 horas;
  • Apresenta melhora significativa após 48 horas;
  • Torna-se mais leve ao longo dos dias seguintes;
  • Costuma desaparecer na primeira semana.

Por isso, embora exista dor, ela não deve ser entendida como algo inesperado ou necessariamente como uma complicação.

A paciente sente dor durante a embolização?

Durante a embolização de mioma uterino, a paciente geralmente não sente dor significativa durante a passagem do cateter, pois o procedimento é realizado com anestesia local e sedação para proporcionar maior conforto. 

O período em que a dor costuma ser mais perceptível é após a embolização, principalmente nas primeiras horas, quando a interrupção do fluxo sanguíneo para os miomas começa a produzir seu efeito.

Nesse momento, podem surgir cólicas mais intensas, semelhantes às cólicas menstruais, que são esperadas e controladas com medicamentos. 

A tendência é que esse desconforto seja mais intenso nas primeiras 6 a 24 horas e diminua progressivamente nos dias seguintes.

A embolização de mioma uterino é realizada por um médico especialista em Radiologia Intervencionista ou Cirurgia Endovascular, em uma sala de hemodinâmica equipada com aparelhos que permitem visualizar os vasos sanguíneos em tempo real.

Como é a recuperação depois da embolização de mioma uterino?

Uma das principais vantagens da embolização é a recuperação mais rápida quando comparada às cirurgias tradicionais.

Depois das primeiras horas, quando o desconforto costuma ser mais intenso, a evolução geralmente é progressiva.

A recuperação pode incluir:

  • Repouso relativo nos primeiros dias;
  • Caminhadas leves já no dia seguinte;
  • Retorno ao trabalho e às atividades físicas leves entre 5 e 10 dias;
  • Retorno às atividades físicas mais intensas geralmente após três a quatro semanas.

Em comparação, uma histerectomia por cirurgia aberta pode exigir até oito semanas para recuperação completa.

O que é a síndrome pós-embolização?

Nos primeiros dias, algumas mulheres podem apresentar a chamada síndrome pós-embolização.

Ela é uma resposta do organismo ao tratamento e pode provocar:

  • Dor e cólicas;
  • Febre baixa;
  • Cansaço;
  • Náuseas;
  • Perda de apetite.

Esses sintomas geralmente permanecem por poucos dias e podem ser controlados com medicamentos.

É importante que a paciente receba orientações sobre o que esperar durante esse período e sobre quais sintomas exigem contato com a equipe responsável pelo tratamento.

Quais são os riscos da embolização de mioma uterino?

Nenhum procedimento médico é completamente isento de riscos. Entretanto, complicações graves após a embolização de mioma uterino são pouco frequentes quando o procedimento é realizado por equipes experientes.

Além da síndrome pós-embolização, podem ocorrer algumas complicações.

Infecção

A infecção uterina é rara. Quando identificada precocemente, geralmente responde ao tratamento com antibióticos. Em situações excepcionais, pode ser necessária uma cirurgia.

Eliminação do mioma

Dependendo da localização do mioma, principalmente quando está na cavidade uterina, pode ocorrer sua expulsão espontânea. 

Alguns desses casos representam uma limitação da técnica e precisam ser avaliados antes do procedimento.

Alterações na menstruação

Algumas mulheres podem apresentar interrupção da menstruação. Esse risco é maior principalmente após os 45 anos, devido à proximidade da menopausa, e menos frequente em mulheres jovens.

Necessidade de um novo tratamento

Uma pequena parcela das pacientes pode precisar de outro tratamento no futuro. Isso pode acontecer, por exemplo, diante de múltiplos miomas muito volumosos ou do aparecimento de novos miomas anos depois.

Quem pode se beneficiar da embolização?

A embolização de mioma uterino pode ser uma opção principalmente para mulheres que:

  • Apresentam sangramento menstrual intenso;
  • Possuem múltiplos miomas;
  • Têm anemia provocada pelos miomas;
  • Desejam preservar o útero;
  • Querem evitar uma cirurgia convencional;
  • Apresentam maior risco cirúrgico;
  • Buscam uma recuperação mais rápida.

A indicação, porém, deve ser individualizada. Nem todas as mulheres com miomas terão na embolização a melhor alternativa.

Quais são as vantagens da embolização em relação à cirurgia?

Uma das características da embolização é permitir o tratamento sem grandes incisões. O procedimento é realizado por meio de uma pequena punção na pele.

Outro benefício é a preservação do útero. Geralmente, não é necessário retirá-lo, algo que pode ter importância anatômica, emocional e psicológica para muitas mulheres.

A embolização também permite tratar múltiplos miomas simultaneamente. Como a técnica atua nas artérias responsáveis pela irrigação, praticamente todos os miomas que recebem sangue desses vasos podem ser abordados ao mesmo tempo.

Outras vantagens incluem menor perda de sangue, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

Segundo o material-base, estudos mostram melhora importante dos sintomas em aproximadamente 85% a 95% das pacientes, incluindo redução do sangramento, da dor e da sensação de peso pélvico.

Embolização é sempre melhor do que a cirurgia?

Não existe um único tratamento que seja o melhor para todas as mulheres.

Quando o objetivo é controlar os sintomas, preservar o útero e evitar uma cirurgia aberta, a embolização pode apresentar diversas vantagens. 

Entretanto, mulheres com desejo de engravidar a curto prazo, determinados miomas submucosos ou outras condições ginecológicas podem se beneficiar de abordagens diferentes.

Por isso, a escolha deve considerar as características dos miomas, os sintomas, a idade, os planos reprodutivos e as preferências da paciente. 

A decisão pode envolver avaliação conjunta entre ginecologista e especialista em Radiologia Intervencionista ou Cirurgia Endovascular.

A dor é temporária e pode ser controlada

A embolização de mioma uterino pode provocar cólicas e dor principalmente nas primeiras horas após o procedimento, mas esse desconforto é esperado, temporário e geralmente controlado com medicamentos.

Em contrapartida, o procedimento permite tratar múltiplos miomas sem grandes incisões, com menor período de internação, recuperação mais rápida e preservação do útero na maioria dos casos.

Se os miomas estão causando sangramento intenso, dor pélvica, anemia ou aumento do volume abdominal, uma avaliação individualizada é fundamental para entender se a embolização é uma opção adequada.

Saiba mais sobre o tratamento de embolização de mioma em São Paulo e região!

Dr. Marcelo Giusti | CRM-SP 132068

Cirurgião Vascular e Endovascular | RQE 52453

Radiologista Intervencionista | RQE 59003